Para que fugimos da dor?

 

problemas-pessoaisÉ certo, e todos sabem, que ninguém gosta de sentir dor. Não importa a origem da dor, todos tendemos a nos afastar dela. Mas para que serve esta fuga? A resposta é bem simples!

Quando criança que caímos e nos machucamos, sempre há alguém que nos segure para higienizar o local ferido. Mesmo aos berros, colocar o machucado embaixo da água fria, lavar com sabão ou medicamentos que supostamente devem arder, são ainda assustadores mesmo sendo adulto. Se você nasceu em meados da década de 80, deve se lembrar que os ralados ardiam quando colocava-se um medicamento. Hoje talvez este medicamento não arda mais. Mas para que guardamos sempre a sensação que mexer em um ferida vai piorar a nossa condição de dor?

Diante de vários tipos de dores e machucados, a dores psicológicas e produzidas pela mente não poderiam ser diferentes. Quando nos deparamos com uma mudança do ponto de vista, algo para solucionar os problemas que tanto assolam nosso rumo, sentimos a mesma repulsa de utilizar o medicamento ou lavar com água e sabão.

Se ainda não ficou claro, é necessário higienizar o local ferido para evitar que outras bactérias se propaguem naquele cenário, evitando as mais diversas infecções. Sabemos conscientemente e aprendemos desta forma, que a higiene da ferida evita males piores. Quando estamos com problemas na nossa vida a lógica é a mesma, devemos mexer onde dói. Porém, se utilizamos a mesma lógica, a repulsa também é inevitável e desta forma, mostrando-lhes onde é a ferida, o machucado, o que dói, seja ele físico ou psicológico, deve-se higienizar.

Mas então, para que fugimos da dor?

 

dorMecanismo de defesa é uma denominação dada por Freud para as manifestações do Ego diante das exigências das outras instâncias psíquicas (Id e Superego), mas a psicanálise freudiana não é a única teoria a se utilizar desse conceito. Outras vertentes da psicologia também se utilizam dessa denominação.

Os mecanismos de defesa são determinados pela forma como se dá a organização do ego: quando bem organizado, tende a ter reações mais conscientes e racionais. Todavia, as diversas situações vivenciadas podem desencadear sentimentos inconscientes, provocando reações menos racionais e objetivas e ativando então os diferentes mecanismos de defesa, com a finalidade de proteger o Ego de um possível desprazer psíquico, anunciado por esses sentimentos de ansiedade, medo, culpa, entre outros. Resumindo, os mecanismos de defesa são ações psicológicas que buscam reduzir as manifestações iminentemente perigosas ao Ego.

Todos os mecanismos de defesa exigem certo investimento de energia e podem ser satisfatórios ou não em cessar a ansiedade, o que permite que sejam divididos em dois grupos: Mecanismos de defesa bem-sucedidos e aqueles ineficazes. Os bem-sucedidos são aqueles que conseguem diminuir a ansiedade diante de algo que é perigoso. Os ineficazes são aqueles que não conseguem diminuir a ansiedade e acabam por constituir um ciclo de repetições. Nesse último grupo, encontram-se, por exemplo, as neuroses e outras defesas patogênicas.

Como funciona cada mecanismo de defesa? Cada mecanismo de defesa tem uma forma específica de funcionamento, vamos conhecer alguns deles brevemente:

 

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Resumo da Ópera

 

Resumo da Ópera


Passamos todo o tempo tentando nos afastar de algo que possa destruir nossa vida, com o desprazer psíquico. Não queremos sentir algo que nos machuque e cause mudanças. Não queremos mexer em feridas que podem ocasionar mais dores, por mais que seja momentânea. Mas recordam que todos nós sabemos que esse processo é necessário, higienizar com água e sabão?

Pois é, ficar no nosso campo “confortável” de dor acaba sendo melhor que enfrentar e resolver, já conhecemos aquela dor. Passar por uma nova experiência de dor é entrar no campo desconhecido e para isso é necessário coragem. Quando vamos ao dentista, e muitos devem ter arrepios só de ouvir esta palavra, associamos o barulho do famoso motorzinho à dor. Mas pergunto: adianta eu ir ao dentista tratar um canal e mostrar todos os outros dentes, menos o que é necessário intervenção?

Não resolve! Mas muitos ou a grande totalidade busca por auxílio psicológico para os enfrentamentos da vida e fica se defendendo ainda do novo, mas se não olhar o dente podre não adiante mexer no dente vizinho. Aí entramos em uma série de desqualificações: do profissional, do diagnóstico, do tratamento e por fim a autodesqualificação. Somente quando olhamos que aquele problema é meu, sem responsabilizar os “dentes vizinhos”, é que o processo de libertação acontece e a vida pode ser ressignificada.

 

Não perca tempo!

 

Constelação Sistêmica - Márcio Ferreira

Grupo de Constelação Familiar Sistêmica

03 de dezembro de 2016

09h00 – 19h00

Ribeirão Preto / SP

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Clínica de Psicologia Márcio Ferreira

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